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Referência |
Resumo |
Palavras-chave: |
Fundamentos teóricos principais |
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SANTOS, Viviane
Mendonça dos, Mobilização de cultura matemática por meio da resolução de
problemas matemáticos na Educação de Jovens e Adultos. 2016. 95 f.
Dissertação (Mestrado). Faculdade de Educação, Universidade do Estado da
Bahia, Bahia, 2016. Disponível em https://www.mpeja.uneb.br/wp-content/uploads/2022/06/dissertacao-VIVIANE-.pdf.
Acesso 28 Nov 2023. |
Este estudo teve
por objetivo analisar como a metodologia de resolução de problemas pode potencializar a mobilização de
cultura matemática em uma
turma da Educação de Jovens e Adultos - EJA de uma escola pública da rede
estadual de ensino. O trabalho de campo desta pesquisa qualitativa, delineada
pela pesquisa-ação, foi
realizado com uma turma do Colégio Estadual Yeda Barradas Carneiro, no
interior do estado da Bahia. O material de análise foi constituído por
gravações em áudio, situações problemas, diário de campo e entrevistas. Teve
como suporte teórico os autores Polya (1985); Dante (1995), Onuchic e
Allevato(2004;2014); Fiorentini e Lorenzato (2009); Paiva (2004); Fiorentini
e Cristovão (2006), Freire (1996); Skovsmose (2000); Fonseca (2005), dentre
outros que contribuíram para essa discussão. Os resultados obtidos
possibilitaram constatar que os jovens e os adultos em um ambiente em que o
diálogo era favorecido se envolviam na resolução das atividades, durante a
aplicação da Metodologia de Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Matemática
através da Resolução de Problemas. Esses momentos propiciaram que os sujeitos
da EJA expressassem de maneira autônoma suas ideias e seus pensamentos
matemáticos, mobilizando a cultura matemática. O conjunto das atividades
utilizadas neste estudo constitui-se em uma sequência didática, configurando
um produto educacional que pode ser usado por professores de Matemática na
Educação de Jovens e Adultos. |
Educação de Jovens
e Adultos. Resolução de Problemas. Mobilização de Cultura Matemática. |
BISHOP, Alan. J.
Enculturación matemática: la educación matemática desde una perspectiva
cultural. Traducción de Genis Sánchez Barberán. Barcelona: Paidós, 1999.ONUCHIC,
Lourdes de la R; ALLEVATO, Norma. S. G et al.(orgs.). Resolução de problemas:
Teoria e Prática. Jundiaí, Paco Editorial, 2014. POZO, Juan Ignácio
(Org.) A solução de problemas: aprender a resolver, resolver para aprender.
Porto Alegre: Artmed, 1998. SKOVSMOSE, Ole.
Cenários para investigação. Bolema, 14, 2000. _______. Educação matemática
crítica: a questão da democracia. Campinas: Papirus, 2001. |
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BORGES. Claudia
Virgínia Alves Brandão Borges. Modelagem Matemática Para uma Aprendizagem
Significativa na Educação de Jovens e Adultos. 2017. 150f. Dissertação
(Mestrado) Faculdade de Educação, Universidade do Estado da Bahia, Bahia.
2017. Disponível em https://www.mpeja.uneb.br/wp-content/uploads/2022/06/CLAUDIA-VIRGINIA-ALVES.pdf.
Acesso 28 Nov 2023. |
Com base nos
estudos realizados, entende-se que na Educação de Jovens e Adultos, não é possível
pensar apenas os procedimentos metodológicos e os conteúdos ensinados,
isoladamente. É necessário que os conteúdos ensinados estejam alinhados com a
realidade dos estudantes. Desse modo, é importante que o professor utilize
uma metodologia que aproxime o conteúdo que pretende ensinar do cotidiano dos
estudantes. Fazendo isso, é possível que o aluno aprenda o conteúdo de forma
significativa. Este trabalho intencionou analisar como a modelagem matemática pode aproximar um determinado
conteúdo matemático da realidade dos estudantes da EJA favorecendo assim uma
aprendizagem significativa. Para fazer essa análise, elaboramos uma sequência didática com o
conteúdo de Juros e Porcentagens, nos moldes da Modelagem Matemática, com
estudantes da turma do EIXOVII, terceiro segmento, do Colégio Estadual José
Tobias Neto – município de Salvador –BA. Partindo da abordagem do problema
definiu-se o presente estudo como uma pesquisa qualitativa, onde o método
mais adequado para esta investigação foi da pesquisa participante. Para tanto, utilizou-se o diário de
bordo através da observação participante e o questionário semiestruturado
como instrumentos para coleta de dados. Os principais dados observados foram
submetidos à análise de conteúdo, categorizando os depoimentos dos estudantes
participantes. O estudo revelou que, embora os alunos tenham feito atividades
utilizando a Modelagem Matemática, a aprendizagem significativa não foi
potencializada na totalidade dos alunos, pois, alguns tiveram dificuldades em
realizar as atividades e outros não demonstraram interesse, fazendo sem um
objetivo claro. Para outros alunos, ainda, os conteúdos estudados na aula de
Matemática tiveram mais significado com a utilização da Modelagem Matemática.
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Educação de Jovens
e Adultos. Modelagem Matemática. Aprendizagem Significativa. |
BARBOSA, Jônei
Cerqueira. Modelagem na Educação Matemática: contribuições para o debate teórico.
In: 24ª. Reunião da ANPED, 2001, Caxambu. Anais da 24ª. Reunião Anual da
ANPED. Rio de Janeiro: ANPED, 2001. Disponível em http: //www. ufrgs.br/
espmat/ disciplinas/funcoes_modelagem/modulo_I/modelagem_barbosa.pdf. Acesso
em 09 de Agosto de 2016. _________. Modelagem Matemática: o que é? Por quê?
Como? Salvador: Veritati, v. 4, p. 73-80, 2004. BIEMBENGUT, M. S.
30 anos de Modelagem Matemática na educação brasileira: das propostas
primeiras às propostas atuais. ALEXANDRIA – revista de Educação em Ciência e
Tecnologia, v.2, n.2, p.7-32, jul, 2009. BURAK, Dionisio;
ARAGÃO, Rosália M. R de. A modelagem matemática e relações com a aprendizagem
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Frederico da Costa Azevedo (org). Modelagem em Educação Matemática. 3
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Brasileira de Educação. XXIII Reunião Anual da ANPED. Caxambu, 1999. p.
59-73. SKOVSMOSE, O.
Cenários para investigação. BOLEMA – Boletim de Educação Matemática. Rio
Claro: n. 14, p. 66-91, 2000. |
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Vanildo dos Santos
Silva. O uso de materiais manipuláveis nas aulas de matemática no âmbito da Educação
de Jovens e Adultos. 2017. 2017. 203 f. Dissertação (Mestrado) Faculdade de
Educação, Universidade do Estado da Bahia, Bahia. 2017. Disponível em https://www.mpeja.uneb.br/wp-content/uploads/2022/06/DISSERTACAO-VANILDO-VERSAO-FINAL.pdf.
Acesso 28 Nov 2023. |
A presente pesquisa
tem como objetivo analisar como o uso de Materiais
Manipuláveis pode apoiar os alunos da EJA na apropriação de
conhecimentos matemáticos. Essa análise está orientada à luz do Construtivismo Social,
proposta pelo filósofo e educador matemático inglês Paul Ernest. A partir
desse modelo teórico, apresentarei as bases da filosofia falibilista da
Matemática, a qual utilizo como suporte para discorrer sobre a importância da
Matemática para os sujeitos da EJA, enquanto construção humana e social. Esta
concepção apresenta-se em oposição à perspectiva absolutista que versa sobre
as certezas, verdades incontestáveis e imutáveis da Matemática. Para atingir
o objetivo da pesquisa, foram realizadas intervenções na turma da EJA, na
Escola Municipal da Fazenda Coutos, referente ao nono ano do Ensino
Fundamental, com a aplicação de tarefas de cunho exploratório mediadas pelo
uso de Materiais Manipuláveis na aula de Matemática. Por trabalhar com
pessoas e aspectos sociais, a abordagem qualitativa mostrou-se mais favorável
para a análise do fenômeno em questão. Para isso, utilizei a metodologia da pesquisa-ação, onde as
técnicas indicadas para coleta de informações e análise foram às entrevistas
semiestruturada, questionário, observação e intervenção. Os resultados da
pesquisa sugerem que a prática pedagógica mediada pelos Materiais
Manipuláveis se mostrou favorável em três situações: a possibilidade de uma
prática pedagógica problematizadora; a intensificação do diálogo entre os
pares alunosprofessor e alunos-alunos e a compressão de objetos matemáticos a
partir do uso de Materiais Manipuláveis. |
Materiais
Manipuláveis; Matemática; EJA; Construtivismo Social; Pesquisa-Ação. |
ERNEST, Paul - The Philosophy of Mathematics
Education, London: Falmer Press, 1991. FONSECA, Maria da
Conceição Ferreira Reis. - Educação Matemática de Jovens e Adultos:
Especificidades, desafios e contribuições – 3ª Edição – (Coleção Tendências
em Educação Matemática). Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012 GARCIA, Vera
Clotilde Vanzetto. - Fundamentação Teórica para as Perguntas Primárias: O que
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Cenários para investigação. Boletim de Educação Matemática (Bolema), Rio
Claro, n. 14, p. 66-91, 2000. |
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CORREIA, Eduardo Brito. A Educação
Matemática de Jovens e Adultos: possibilidades e entraves de uma comunidade
virtual de prática. 90f. 2018. Dissertação (Mestrado) Departamento de
Educação, Campus I, Universidade do Estado da Bahia, Salvador, 2018. Disponível em https://www.mpeja.uneb.br/wp-content/uploads/2022/06/EDUARDO-BRITO-CORREIA.pdf.
Acesso 28 Nov 2023. |
A presente pesquisa teve como
objetivo identificar entraves e possibilidades, a partir do uso de um
aplicativo de smartphones, para delinear uma comunidade virtual de prática, nas aulas de Matemática, na
Educação de Jovens e Adultos (EJA). O referido trabalho de dissertação teve o
aplicativo WhatsApp como
interface pedagógica, mediado por estratégias pedagógicas, as quais
possibilitaram aos sujeitos da pesquisa, um espaço de socialização e busca de
aprendizados vivenciados na disciplina Matemática. Pensando na necessidade de
dar visibilidade às vozes dos interlocutores do processo formativo, através
da pesquisa-ação, partiu-se do seguinte questionamento: “Aplicativos de troca
de mensagens utilizados em dispositivos móveis podem favorecer a instituição
de comunidades virtuais de prática nas aulas de Matemática na EJA?” O estudo
foi realizado no Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho, localizado no
município de Feira de Santana, numa abordagem qualitativa, cuja coleta de
dados ocorreu por meio de algumas estratégias fundamentais, como: entrevista
semiestruturada, a análise do
protocolo das discussões realizadas por meio do aplicativo e o diário
de campo. Foi estabelecido um diálogo com os autores que abordam as
categorias de análise da temática em questão, entre eles, Freire (1987),
Gadotti (2007), Wenger (1991), Thiollent (2011), Fonseca (2005), Matos
(2002), e outros. A partir da análise dos resultados foi possível evidenciar
as aprendizagens realizadas e algumas perspectivas possíveis, mas nunca
inesgotáveis, acerca do estudo da constituição de uma comunidade virtual de
prática na EJA, bem como os entraves em torno deste assunto. |
Educação de Jovens e Adultos.
Educação Matemática. Comunidades de Prática. |
BORBA, Marcelo de Carvalho;
PENTEADO, Miriam Godoy. Informática e Educação Matemática. ed.3, 2005. Belo
Horizonte, MG. Ed. Autêntica. 2005. MATOS, João Filipe. (2002). A
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possíveis. In: CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 11. 2003.
FURB: Universidade Regional de Blumenau, Santa Catarina. 2003. Anais...
Disponível em CD-card. MIGUEL, Antonio et al. A educação
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disciplinarização. Rev. Bras. Educ., Rio de Janeiro, n. 27, p. 70-93, Dec.
2004 . Available
from . access on 05 Dec. 2018. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-
24782004000300006. WENGER, Ètienne. Communities of practice. Learning, meaning and
identity. Cambridge: Cambridge University Press, 1998. |
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SOUZA, Jorlania
Carolina Candido de. Convergências entre a Etnomatemática e a Metodologia de
Reconhecimento de Saberes: potencializar identidades negras. (A Cultura das
Tranças para além da Estética na Educação de Jovens e Adultos), 2021. 155p.
Dissertação (Mestrado) Departamento de Educação do Campus I, Universidade do
Estado da Bahia, Salvador- BA, 2021. Disponível em https://www.cdi.uneb.br/site/wp-content/uploads/2022/07/VERSAO-FINAL-JORLANIA-CAROLINA-1.pdf.
Acesso 28 Nov 2023. |
O presente estudo analisa
as convergências entre a Etnomatemática,
enquanto, subsídio pedagógico e a MRS, enquanto, Metodologia Pedagógica, de Reconhecimento de Saberes, com
o propósito de potencializar a identidade negra do (a) estudante da EJA,
sujeitos em sua maioria negros e negras. Para tal finalidade, tornou-se
substancial apresentar a Etnomatemática e suas contribuições para os jovens e
adultos, assim como a MRS e todas as etapas que constituem as fases da
metodologia: Reconhecimento, Validação e Certificação. Após conhecermos as
concepções epistemológicas e os objetivos de ambas foi possível analisar em
que medida a Etnomatemática, campo de conhecimento e estudo, pôde ser aporte
da metodologia em questão. E para responder a problemática da pesquisa que
busca entender em quais aspectos esta contribuição da Etnomatemática ocorre
foi apresentado também o percurso de uma Oficina
Temática, haja vista, a possibilidade de explanação das práticas
pedagógicas circunscritas no contexto etnomatemático. A oficina ocorreu em
dois momentos, o primeiro em 2019, ainda presencial, contemplando umas das
frentes do Projeto da Consciência Negra, no lócus da pesquisa, Escola SESI
Reitor Miguel Calmon, EJA- Polo Salvador, e o segundo ocorreu no cenário
pandêmico e por isso 100% online, 2020, através das ferramentas digitais.
Ademais, o presente trabalho corresponde a uma pesquisa de Natureza Aplicada
e de Abordagem Qualitativa, tendo seus fundamentos embasados por Ludke e
André (1986) e Minayo (2005). Quanto ao método de estudo adotamos a Etnopesquisa
Crítica, referendada em Macedo (2000), pois nos centramos num procedimento
metodológico que não considera os sujeitos de estudo um produto descartável
de valor meramente utilitarista. O método investigativo foi a Pesquisa-ação, a qual
subsidiou a proposta de intervenção que tem caráter social e político no
âmbito da educação, baseada em Thiollent (2011). E os instrumentos de
pesquisa foram os questionários, elaborados com base em GIL (2008), para a
coletas de dados os quais forneceram respostas que contribuíram para a
construção das etapas seguintes acerca das rodas de conversas. Estas foram
embasadas em Creswell (2010), que discute sobre a importância e produtividade
das mesmas e para ampliar a discussão nos ancoramos também em Santa Marina e
Marinas (1995), que trazem a luz uma reflexão de como dever ser recolhido ou
coletado os relatos em geral e principalmente referentes as histórias de
vidas. |
Educação de Jovens
e Adultos. Etnomatemática. Metodologia de Reconhecimento de Saberes. |
KNIJNIK, Gelsa.
Exclusão e resistência: Educação Matemática e Legitimidade Cultural, Porto
Alegre, Ed. Artes Médicas, 1996. OLIVEIRA, Marta
Kohl. Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem. Revista
Brasileira de Educação, 1999. N. 12, p. 59-73. SANTOS, Luane Bento
dos. Para além da estética: Uma abordagem Etnomatemática para a Cultura de
Trançar cabelos nos grupos Afro-Brasileiros. 2013. 122f. Dissertação
(Mestrado) - Curso de Pós-Graduação em Relações Etnicorraciais do Centro
Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, CEFET/RJ. Disponível
em
file:///C:/Users/jorlania/Desktop/PESSOAL/MESTRADO/DISSERTACAO-LUANEBENTO-SANTOS.pdf.
Acesso em 24 de junho de 2020. WALSH, Catherine. Interculturalidade
Crítica/Pedagogia decolonial. In: Memórias del Seminário Internacional
"Diversidad, Interculturalidad y Construcción de Ciudad", Bogotá:
Universidad Pedagógica Nacional 17-19 de abril, 2007. |
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VIEIRA, André
Ricardo Lucas. Mapas conceituais como estratégia de aprendizagem
significativa em Matemática na Educação de Jovens e Adultos: Um estudo com
polígonos. 168f. 2018. Dissertação (Mestrado) Departamento de Educação,
Campus I, Universidade do Estado da Bahia, Salvador, 2018. Disponível em https://www.mpeja.uneb.br/wp-content/uploads/2022/06/ANDRE-RICARDO-LUCAS-VIEIRA.pdf.
Acesso 28 Nov 2023. |
Esta pesquisa analisa
os mapas conceituais como
estratégia de aprendizagem
significativa de Matemática no contexto da Educação de Jovens e
Adultos – EJA. Tem por objetivo construir uma proposta metodológica que
versasse sobre a utilização dos mapas conceituais, considerando o contexto
específico da problemática que envolve o ensino de Matemática na EJA. Nesta
lógica, os mapas emergem da crítica em relação à tradição de ensino que
privilegia a ideia de que ensinar é simplesmente transferir conhecimento. A
aprendizagem por mapas é aqui defendida como uma forma do estudante ser capaz
de generalizar a aprendizagem em contextos de aplicação relevantes. Desta
forma evidencia-se que a aprendizagem na sua dimensão significativa exige a
compreensão e apreensão do conteúdo pelo indivíduo. Desta forma, calcada na
Teoria da Aprendizagem Significativa, preconizada por David Paul Ausubel, que
ocorre quando a nova informação ancora-se em conceitos relevantes
(subsunçores) preexistentes na estrutura cognitiva do aprendiz, a pesquisa
pretendeu responder à seguinte questão: De que forma os mapas conceituais
podem se constituir como estratégia a fim de potencializar a aprendizagem
significativa em Matemática na Educação de Jovens e Adultos? O trabalho
fundamenta-se na base epistemológica da pesquisa qualitativa em que o sujeito
e a realidade formativa são concebidos como indissociáveis. O método em que a
pesquisa se desenvolveu é o estudo
de caso, tendo os testes de sondagem, a construção de mapas
conceituais e o questionário de opinião como dispositivos de recolha de
dados, a partir da realização de uma oficina
desenvolvida em dez encontros. O estudo evidenciou, dentre outras coisas, que
o mapa conceitual possibilita uma apreensão de conteúdos na área de
matemática, favorecendo ao estudante a condição de organizar o conteúdo
aprendido, de modo a perceber as relações hierárquicas e estruturais de
sentidos e conceitos que envolvem um determinado conteúdo em Matemática, no
caso em tela deste trabalho, polígonos. |
Mapa conceitual;
Aprendizagem significativa; Educação de jovens e adultos; Matemática. |
MOREIRA, M. A.
Organizadores Prévios e Aprendizagem Significativa. Revista Chilena de
Educación Científica, v. 7, n. 2, p. 23-30, 2008. Revisado em 2012. NOVAK, J. D. The Theory Underlying Concept Maps and How To Construct
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Estudos de caso em educação matemática. Bolema. nº 25, p. 105 - 132, 2006. POZO, J. I.
Teorías cognitivas del aprendizagem. Madrid – España. Edicones Morata, 1994. |
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SANTANA, Jorge
Alberto dos Santos. Práticas Escolares para Mobilização da Cultura Matemática
de Estudantes da EJA por meio da Etnomatemática. 2019, pg.98. Departamento de
Educação Campus I da Universidade do Estado da Bahia. DEDC I. Dissertação
(Mestrado) do Programa de Mestrado partir Profissional em Educação de Jovens
e Adultos-MPEJA. Disponível em https://www.cdi.uneb.br/site/wp-content/uploads/2022/07/VERSAO-FINAL-JORGE-ALBERTO-DOS-SANTOS-SANTANA.pdf.
Acesso 28 Nov 2023. |
A presente
pesquisa se propõe investigar as práticas escolares que colaboram para a mobilização da cultura matemática
de estudantes da educação de jovens e adultos (EJA), tendo como objetivo
geral: apresentar a Etnomatemática
como possível instrumento de mobilização da cultura matemática de estudantes
da EJA. Com os objetivos específicos de reconhecer a cultura matemática
presente nas práticas sociais dos estudantes da educação de jovens e adultos
e seus entrelaces com a cultura matemática escolar; investigar a
possibilidade de mobilização da cultura matemática dos estudantes da EJA e
elaborar estratégias de ação didática de modo que essa cultura seja
mobilizada. O estudo se desenvolve no Colégio Estadual Polivalente de Feira de
Santana, envolvendo estudantes da turma do Tempo Formativo II eixo V. A
inquietação foi centrada na compreensão da seguinte questão: Como mobilizar a
cultura matemática dos estudantes da EJA através da Etnomatemática? Sob a
natureza de uma abordagem aplicada de pesquisa numa interpelação qualitativa,
que foi definida como o percurso metodológico, de forma a considerar como
conexão de possibilidades metodológicas, a Pesquisa Ação como principal caminho para resolução do
problema coletivo, onde a relação com os objetivos da investigação ocorre de
forma exploratória, instrumentalizada por análise de documentos, observação
assistemática, questionários e roda de conversa. Os sustentáculos teóricos
aos estudos e compreensões sobre a EJA são advindos das contribuições de
Arroyo (2017), Freire (2002), Furter (1983), Gonh (1998), Ludojoski (1972),
Paiva (2015). No diálogo sobre Etnomatemática estão consideradas as
abordagens de D’Ambrósio (2007), Knijnik (1996, 2006), Ferreira (1997), Reis
(2010), Wanderer (2004). Como resultados foram constatados: a cultura
matemática escolar versus a cultura da matemática do cotidiano e a
importância do entrelaçamento de saberes; a afetividade nas relações
professor e aluno; a formação do professor de matemática na perspectiva da educação
matemática; o diálogo sobre a importância dos conteúdos da matemática escolar
e a compreensão de que a Etnomatemática mobiliza a cultura matemática dos
estudantes da EJA, por meio do reconhecimento desta cultura e da
possibilidade de domínio de outras culturas matemáticas distintas. Atendendo
a exigência de um produto final no mestrado profissional, foi apresentado um
documentário que pode ser conferido no endereço eletrônico
etnomatematicamobilizandoculturas.blogspot.com. |
Educação de
Jovens e Adultos. Etnomatemática. Mobilização de Cultura. |
FERREIRA, E. S.
Etnomatemática: Uma Proposta Metodológica. Rio de Janeiro: Universidade Santa
Úrsula (MEM/USU), 1997, 101 p. (Série Reflexão em Educação Matemática). KNIJNIK, G.
Exclusão e Resistência: Educação Matemática e Legitimidade Cultural, Porto
Alegre, Ed. Artes Médicas, 1996. |
|
MADRIZ,
Maria Eunice Souza. A construção de Material Curricular Educativo:
mobilização de conhecimentos por professores de matemática da EJA. 2019. 138
páginas. Dissertação (Mestrado) – Departamento de Educação do Campus I,
Universidade do Estado da Bahia, Salvador- BA, 2019. Disponível em https://www.mpeja.uneb.br/wp-content/uploads/2022/09/DISSERTACAO-MARIA-EUNICE-SOUZA-MADRIZ-REVISAO-FINAL.pdf.
Acesso 28 Nov 2023. |
A
construção do conhecimento é algo evolutivo e, portanto, histórico e social,
já que a carga dos saberes acumulados pelo tempo não é algo comum a
privilegiados, e sim, a todos os indivíduos. Nesta pesquisa, tivemos por
objetivo analisar os conhecimentos mobilizados pelos professores de Matemática
da Educação de Jovens e Adultos em suas relações com os materiais curriculares educativos que produzem e utilizam.
Desenvolvemos a investigação direcionados pela questão: Como são mobilizados
os diferentes conhecimentos dos
professores de Matemática da Educação de Jovens e Adultos em suas
relações com os materiais curriculares educativos que produzem e utilizam? No
desígnio de buscar respostas a esse questionamento encontramos na literatura
os aportes teóricos de autores como Álvaro Vieira Pinto (1969); Davis e
Krajcik (2005); Paulo Freire (1987, 1996); Arroyo (2017); Shulman (1986,
1987); Brown (2002, 2011); Godino (2009); Ball, Thames e Phelps (2008);
Macedo (2013, 2016); Thiollent (2000), que nos conduziram nessa investigação.
O foco dessa pesquisa é a construção do material curricular educativo e os
conhecimentos específicos à profissão docente. Este estudo versa sobre a
construção de material curricular educativo: mobilização de conhecimentos por
professores de matemática da EJA. O contexto desta investigação foram duas
escolas públicas, situadas no Recôncavo Baiano, com dois professores que
lecionam matemática na Educação de Jovens e Adultos. Com uma abordagem
puramente qualitativa, utilizamos como procedimentos de coleta das
informações a observação participante, a entrevista semiestruturada e o
diário de campo, que gerou o material curricular educativo através de um
trabalho colaborativo e de uma investigação norteada pela pesquisa-ação. A
dissertação está organizada em formato
multipaper, composta pela: introdução, um artigo sobre a construção
do material curricular educativo, um segundo artigo sobre o conhecimento
específico do professor e as considerações finais. Esse formato chamou nossa
atenção pela inovação do texto acadêmico e pela diversificação dos
procedimentos na coleta de informações. Os resultados apontaram que
professores mais experientes exploram o material curricular de modo a
conseguir instigar seus alunos a refletirem sobre sua realidade com maior
propriedade, além disso, constatamos que os professores mobilizam
conhecimentos específicos da profissão docente quando interagem com esse tipo
de material, sendo possível identificar sua fragilidade e as lacunas
existentes em sua formação. |
Material
Curricular Educativo. Conhecimentos do professor de Matemática. Educação de
Jovens e Adultos. |
FIORENTINI,
Dario; SOUZA Júnior, Arlindo José de; MELO, Gilberto Francisco Alves de.
Saberes Docentes: Um desafio para acadêmicos e práticos. Cartografias do
Trabalho Docente. São Paulo: Mercado Letras, 1998. FONSECA,
Maria da Conceição; CARDOSO, Cleusa de Abreu. Educação Matemática e
letramento: textos para ensinar Matemática, Matemática para ler o texto. In:
NACARATO, Adair Mendes; LOPES, Celi Espasandin. Escritas e Leituras na
Educação Matemática. Belo Horizonte: Autêntica, 2005, p. 63 - 76. GODINO,
Juan Díaz. Categorias de Analises dos conhecimentos do Professor de
Matemática. Revista
Iberoamericana de Educación MatemáticaDezembro de 2009- Número 20, págs
13-31, SSN: 1815-0640. JESUS,
Wilson Pereira. Teoria do Conhecimento e Educação Matemática: Reflexões.
Caderno de Física da Uefs, Feira de Santana, v. 3, n. 2, p. 61-80, 2005. SHULMAN, Lee. S. Those who
understand: Knowledge growth in the teaching. Educational Researcher,
Washington, US, v. 15, n. 2, p. 4-14, 1986. VIEIRA
PINTO, Álvaro. Ciência e Existência: Problemas filosóficos da pesquisa
científica. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1969. |
|
SILVA, Caliane da
Rocha. Matemática Sociocrítica: Paulo Freire e o encontro com a Modelagem
Matemática na Educação de Jovens e Adultos. 2019. 125 páginas. Dissertação
(Mestrado) – Departamento de Educação do Campus I, Universidade do Estado da
Bahia, Salvador – BA, 2019. Disponível em https://www.mpeja.uneb.br/wp-content/uploads/2022/06/CALIANE-VERSAO-FINAL-MPEJA.pdf.
Acesso 28 Nov 2023. |
A Matemática está
presente em toda prática humana e por isso entende-se a importância em se
abordar conhecimentos matemáticos integrados ao contexto social, cultural e
de trabalho dos indivíduos, na perspectiva de instrumentalizar para as
exigências da sociedade da informação e tecnológica. A presente pesquisa
intencionou desenvolver uma análise das relações existentes entre os pressupostos freirianos e a Modelagem Matemática na EJA.
Nesse sentido, os pressupostos freirianos rompem com a tradição de um ensino
que valoriza a transmissão do conhecimento como algo pronto, cabendo ao(a)
estudante apenas arquivar o que ouviu e memorizar mecanicamente. O ambiente
de aprendizagem com a Modelagem Matemática é aqui defendido por
fundamentar-se no pensamento pedagógico de Freire e buscar desenvolver
aprendizagem Matemática, a partir de situações do cotidiano, de forma
dialogada e crítica. Dessa forma, a investigação foi norteada pelo problema
de pesquisa: Quais as relações existentes entre os pressupostos freirianos e
a Modelagem Matemática na EJA? Para tanto, buscamos o aprofundamento teórico
com Fonseca (2012), na categoria Educação Matemática na Educação de Jovens e
Adultos; para a Educação Matemática Crítica, fundamentamo-nos em Skovsmose
(2005, 2007); na categoria pressupostos freirianos em Freire (2002, 2016,
2018); e na categoria Modelagem Matemática em Barbosa (2003, 2006, 2008),
Burak e Aragão (2012). A pesquisa buscou analisar como estudantes da EJA
mobilizam as ideias matemáticas que emergem da participação em um ambiente de
aprendizagem com Modelagem Matemática. Para realizar esta análise, o método
de pesquisa empreendido foi o estudo
de caso de estudantes da turma EJA II Estágio IV, do Centro
Educacional Cruzalmense – Cruz das Almas – BA, através da aplicação de
questionário, observação
participante e o diário de bordo como dispositivo para o registro das
informações observadas e dos dados construídos. Esta experiência deu-se em 7
(sete) encontros de 2h/aulas cada um, gerando como produto uma sequência
didática. O estudo revelou, dentre outras questões, que os pressupostos
freirianos embasam as etapas de desenvolvimento da Modelagem Matemática, o
que despertou interesse, curiosidade, criatividade e criticidade nos(as)
estudantes envolvidos, por proporcionarem espaços de construções dialogadas e
de interação sobre as temáticas significativas, demonstrando através de suas
falas e envolvimento, a capacidade de utilizar estratégias para resolução das
problematizações no encontro com a Matemática Sociocrítica: problematizadora
e cidadã. |
Educação de
Jovens e Adultos; Modelagem Matemática; Pressupostos Freirianos; Matemática
Sociocrítica. |
FIORENTINI, D.;
LORENZATO, S. Investigação em Educação Matemática: percursos teóricos e
metodológicos. Campinas: Autores Associados, 2012. MEYER, J. F. C.
A.; CALDEIRA, A. D.; MALHEIROS, A. P. S. Modelagem em Educação Matemática.
Belo Horizonte: Autêntica, 2013. PONTE, J. P.; BROCARDO,
J.; OLIVEIRA, H. Investigações matemáticas na sala de aula. 3. ed. Belo
Horizonte: Autêntica, 2016. SKOVSMOSE, O. Cenários
para Investigação. Bolema. Ano 13, n. 14, 2000. p. 66 a 91. _______________.
(2005). Guetorização e globalização: um desafio para a Educação Matemática.
Trad. Jefferson Biajone. Zetetike – Cenpem – FE Unicamp, v. 13, nº 24,
jul/dez. |
|
SANTOS, Deyse
Queirós. Educação Financeira de Jovens e Adultos: Uma proposta de intervenção
a partir Base Nacional Comum Curricular 2019, pg.124. Faculdade de Educação
Universidade do Estado da Bahia. DEDC I. Dissertação (Mestrado) do Programa
de Mestrado Profissional em Educação de Jovens e Adultos MPEJA. Disponível em
https://www.cdi.uneb.br/site/wp-content/uploads/2022/06/EDUCACAO-FINANCEIRA-DE-JOVENS-E-ADULTOS.pdf.
Acesso 28 Nov 2023. |
Esta pesquisa tem
como finalidade demonstrar como a Matemática pode servir como ferramenta para
a promoção da Educação Financeira
nas escolas. A utilização da Educação financeira como metodologia já é
utilizada pelas nações desenvolvidas para provocar os indivíduos e
desenvolver as sociedades, tendo como objetivo melhorar o seu entendimento na
compreensão dos conceitos de produtos financeiros. O objetivo desta
investigação é descrever e analisar como a Matemática Financeira, trabalhada
nas aulas de Matemática da Educação de Jovens e Adultos (EJA), pode
influenciar a tomada de decisão financeira, ratificando a importância da
utilização de metodologias mais apropriadas para as aulas de Educação
Financeira aos alunos da EJA, e responder à seguinte indagação: Como as aulas
de Matemática podem viabilizar a abordagem do tema transversal Educação
Financeira na Educação de Jovens e Adultos em uma turma de uma escola pública
da rede estadual de ensino da Bahia. O tipo de pesquisa de campo desta
pesquisa qualitativa foi delineada pela Pesquisa-ação,
realizada com o corpo de gestores, docentes e discentes de uma turma da EJA
do Colégio São Vicente de Paulo, no interior do estado da Bahia. Teve como
suporte teórico autores como: Arroyo (1996, 2004), Barros (2011), Freire
(1996, 2014), Gadotti (2011, 2014), Haddad e Di Pierro (2000), Paiva (1984,
1987), Skovsmose (2000, 2007); D’Ambrósio (1999, 2004), Duarte (2009),
Fonseca ( 2012), Bauman (2007), Cerbasi (2015) e Gitmann (2008), Thiollent
(2011), dentre outros que retratam os temas abordados neste estudo. Os dados
e informações que foram avaliados pela Análise Qualitativa das informações
indicaram que a modalidade carece de metodologias mais apropriadas sobre
Educação Financeira e que pode compor a parte diversificada da Base Nacional
Comum Curricular, fortalecendo o letramento
financeiro deste público invisibilizado pela proposta atual. |
Letramento
Financeiro. Currículo Escolar. Educação de Jovens e Adultos. Sequência
Didática. |
MIGUEL, A. et al .
A educação matemática: breve histórico, ações implementadas e questões sobre
sua disciplinarização. Rev. Bras. Educ., Rio de Janeiro , n. 27, p. 70-93,
Dec. 2004 . Available from . access on 17 Oct. 2019. SKOVMOSE. O.
Preocupações de uma educação matemática crítica. In: FÁVERO, M. H.; CUNHA, C.
(Org.). Psicologia do Conhecimento: o diálogo entre as ciências e a
cidadania. Brasília: UNESCO, Universidade de Brasília, Liber Livros Editora,
2009. p. 101-114. SOARES, Magda
Becker. Letrar é mais que alfabetizar. Disponível
em:http://intervox.nce.ufrj.br/ ~edpaes/Magda.html, acesso em 18 de setembro
de 2019. VIEIRA, E;
VOLQUIND, L. Oficinas de Ensino: o quê, por quê? Como? 4ª ed. Porto Alegre:
Edipucrs, 2002. |
|
Andreia Ramos
Santos. Educação Matemática Crítica em espaços de Privação de Liberdade e os
Saberes Da Prática Educativa Crítica na Educação de Jovens e Adultos, 2021.
Dissertação (Mestrado em Mestrado Profissional em Educação de Jovens e Adultos
MPEJA. Disponível em https://www.mpeja.uneb.br/wp-content/uploads/2023/03/ANDREIA-RAMOS-DISSERTACAO.pdf.
Acesso 28 Nov 2023. |
A educação de adolescentes, jovens e
adultos, em privação de liberdade, constitui-se como um dos eixos
invisibilizados dessa modalidade de ensino já pouco considerada nas políticas
públicas educacionais. Desenvolver investigações acadêmicas acerca dessa
temática é urgente e necessário, visto que há maiores necessidades de
produções nessa área, fato que nos conduziu à aceitação da empreitada que nos
levou à pesquisa intitulada: Educação
matemática crítica em espaços de privação de liberdade e os saberes da prática educativa
crítica na educação de jovens e adultos, na escola Municipal Yves de Roussan.
O objetivo principal da pesquisa é analisar saberes matemáticos construídos e
ressignificados dos estudantes privados de liberdade a partir dos processos
reflexivos da educação matemática crítica dos sujeitos da EJA em privação de
liberdade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, cuja pesquisa intervenção propositiva. Que contou com a
participação de três professoras que atuam na EJA em espaço de privação de
liberdade. Como instrumento de coleta e produção de dados também foi
utilizada a carta pedagógica aos
professores. Como fundamentação teórica recorremos a estudos de
autores que discutem a Educação de Jovens e Adultos, tais como: Freire
(2002), Paiva (1987) e Arroyo (2005), e Celso Beisegel (1974). Acerca da
formação de professores, recorremos a Laffin (2013) Tardif (2002), Gatti et
al. (2010) e Gatti, Barretto e André (2011), para tratar sobre os
adolescentes, jovens e adultos privados de liberdade buscamos o diálogo com
os autores Rainieri (2014), Fernandes (2017), Costa e Figueiredo (2018) nos
estudos sobre a educação matemática critica buscamos da fonte de Skovsmose
(2014), Garcia (2009), Alves (2016) entre outros. Ressalta-se que com a
Pandemia do novo coronavírus (COVID-19) os achados da pesquisa ficaram
limitados e impediu a aplicação da proposta de intervenção resultando em
propor aos educadores o produto educacional uma sequência didática no ensino
da matemática com o objetivo de desenvolver uma prática pedagógica voltada
para o contexto da Educação de Jovens e Adultos no socioeducativo. |
Educação de
Jovens e Adultos. Privação de liberdade. Educação matemática crítica. |
D’AMBRÓSIO, U.
Educação Crítica: Incerteza, Matemática, Responsabilidade. 29 ed. São Paulo:
Cortez, 2007. DAMIANI, Magda
Floriana et al. Discutindo pesquisas do tipo intervenção pedagógica. Cadernos
de educação, n. 45, p. 57-67, 2013. SKOVSMOSE, O.
Educação crítica: incerteza, matemática, responsabilidade. São Paulo: Cortez,
2007. SKOVSMOSE, O. Educação
matemática crítica: a questão da democracia. Campinas, SP: Papirus, 2014. SOUSA, I. V. de.
Sequências didáticas no ensino de língua portuguesa: relação entre gramática
e gêneros textuais. Cadil, Porto Alegre, n. 55, p. 129-147, dez. 2017.
Disponível em: https://seer.ufrgs.br/cadernosdoil/issue/view/3395. Acesso em:
29 nov. 2020. |
|
URPIA, Maria Emilia de Castro. CONVERGÊNCIAS ENTRE A
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E A INSUBORDINAÇÃO CRIATIVA NA PERSPECTIVA DA
EDUCAÇÃO MATEMÁTICA. 2022. 93 páginas. Dissertação (Mestrado) – Departamento
de Educação do Campus I, Universidade do Estado da Bahia, Salvador- BA, 2022.
Disponível em https://www.cdi.uneb.br/site/wp-content/uploads/2023/02/Emilia-DISSERTACAO.pdf.
Acesso 28 Nov 2023. |
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um espaço de
tensionamentos e superações. Nesse contexto faz-se necessário nessa
modalidade romper com alguns paradigmas para que a formação dos estudantes
seja efetivamente crítica. Nesta pesquisa, teve-se por objetivo compreender
as ações insubordinadas criativas de educadores da Educação de Jovens e
Adultos e suas aproximações com o desenvolvimento da formação crítica desses sujeitos. Desenvolveu-se a
investigação direcionada pela questão: A insubordinação
criativa pode contribuir para uma educação de jovens e adultos mais
crítica? No desígnio de buscar respostas a esse questionamento encontrou-se
na literatura os aportes teóricos de autores como Álvaro Vieira Pinto (1969);
Paulo Freire (1987, 1996); Miguel Arroyo (2017); Ubiratam D’Ambrosio (1990;
2005), Beatriz D’Ambrósio (2014; 2015) e Ole Skovsmove (2001), dentre outros,
que auxiliaram na condução dessa investigação. O foco da pesquisa é a
construção de uma memória da EJA por meio de narrativas de memórias da pesquisadora, dentro de uma
perspectiva insubordinada e criativa, na (inter) ação com educadores e
educandos da EJA. Essas memórias foram produzidas em uma escola pública,
situada na periferia de Salvador. As análises das memórias apontaram que
professores que rompem com uma visão fatalista da EJA, acreditando na (co)
produção desses educandos, e trilhando por uma postura insubordinada
criativa, acabam potencializando a criticidade desses educandos, que passam a
se perceber integrantes de uma educação mais consciente. |
Insubordinação Criativa. Educação de Jovens e Adultos.
Educação Matemática. Educação Crítica. |
D'AMBROSIO, Beatriz Silva; LOPES, Celi Espasandin.
Insubordinação Criativa: um convite à reinvenção do educador
matemático. BOLEMA: Boletim de Educação Matemática, v. 29, p.
1-17, 2015. LOPES, Celi Espasandin; PERES, Gilmer Jacinto; GRANDO,
Regina Célia. Os percursos da Insubordinação Criativa nas pesquisas
socializadas no ICOCIME. Revista de Ensino de Ciências e Matemática,
v. 8, n. 4, 2017. SILVEIRA, Tiago Cardoso; LOPES, Celi Espasandin. Os
caminhos da Insubordinação Criativa: um breve debate teórico. Research, Society and
Development, v. 10, n. 16, p. e398101623908-e398101623908, 2021. ZANLORENZI, Marcos Aurelio. Relações de Poder e Educação Matemática: do poder
disciplinar à possibilidade de resistências Perspectivas da Educação
Matemática – INMA/UFMS – v. 10, n. 22 – Seção Temática – Ano 2017. |

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