terça-feira, 28 de novembro de 2023

Pesquisas desenvolvidas no MPEJA versando sobre a Educação Matemática de Jovens e Adultos

 



Referência

Resumo

Palavras-chave:

Fundamentos teóricos principais

SANTOS, Viviane Mendonça dos, Mobilização de cultura matemática por meio da resolução de problemas matemáticos na Educação de Jovens e Adultos. 2016. 95 f. Dissertação (Mestrado). Faculdade de Educação, Universidade do Estado da Bahia, Bahia, 2016. Disponível em https://www.mpeja.uneb.br/wp-content/uploads/2022/06/dissertacao-VIVIANE-.pdf. Acesso 28 Nov 2023.

Este estudo teve por objetivo analisar como a metodologia de resolução de problemas pode potencializar a mobilização de cultura matemática em uma turma da Educação de Jovens e Adultos - EJA de uma escola pública da rede estadual de ensino. O trabalho de campo desta pesquisa qualitativa, delineada pela pesquisa-ação, foi realizado com uma turma do Colégio Estadual Yeda Barradas Carneiro, no interior do estado da Bahia. O material de análise foi constituído por gravações em áudio, situações problemas, diário de campo e entrevistas. Teve como suporte teórico os autores Polya (1985); Dante (1995), Onuchic e Allevato(2004;2014); Fiorentini e Lorenzato (2009); Paiva (2004); Fiorentini e Cristovão (2006), Freire (1996); Skovsmose (2000); Fonseca (2005), dentre outros que contribuíram para essa discussão. Os resultados obtidos possibilitaram constatar que os jovens e os adultos em um ambiente em que o diálogo era favorecido se envolviam na resolução das atividades, durante a aplicação da Metodologia de Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Matemática através da Resolução de Problemas. Esses momentos propiciaram que os sujeitos da EJA expressassem de maneira autônoma suas ideias e seus pensamentos matemáticos, mobilizando a cultura matemática. O conjunto das atividades utilizadas neste estudo constitui-se em uma sequência didática, configurando um produto educacional que pode ser usado por professores de Matemática na Educação de Jovens e Adultos.

Educação de Jovens e Adultos. Resolução de Problemas. Mobilização de Cultura Matemática.

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Com base nos estudos realizados, entende-se que na Educação de Jovens e Adultos, não é possível pensar apenas os procedimentos metodológicos e os conteúdos ensinados, isoladamente. É necessário que os conteúdos ensinados estejam alinhados com a realidade dos estudantes. Desse modo, é importante que o professor utilize uma metodologia que aproxime o conteúdo que pretende ensinar do cotidiano dos estudantes. Fazendo isso, é possível que o aluno aprenda o conteúdo de forma significativa. Este trabalho intencionou analisar como a modelagem matemática pode aproximar um determinado conteúdo matemático da realidade dos estudantes da EJA favorecendo assim uma aprendizagem significativa. Para fazer essa análise, elaboramos uma sequência didática com o conteúdo de Juros e Porcentagens, nos moldes da Modelagem Matemática, com estudantes da turma do EIXOVII, terceiro segmento, do Colégio Estadual José Tobias Neto – município de Salvador –BA. Partindo da abordagem do problema definiu-se o presente estudo como uma pesquisa qualitativa, onde o método mais adequado para esta investigação foi da pesquisa participante. Para tanto, utilizou-se o diário de bordo através da observação participante e o questionário semiestruturado como instrumentos para coleta de dados. Os principais dados observados foram submetidos à análise de conteúdo, categorizando os depoimentos dos estudantes participantes. O estudo revelou que, embora os alunos tenham feito atividades utilizando a Modelagem Matemática, a aprendizagem significativa não foi potencializada na totalidade dos alunos, pois, alguns tiveram dificuldades em realizar as atividades e outros não demonstraram interesse, fazendo sem um objetivo claro. Para outros alunos, ainda, os conteúdos estudados na aula de Matemática tiveram mais significado com a utilização da Modelagem Matemática.

Educação de Jovens e Adultos. Modelagem Matemática. Aprendizagem Significativa.

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A presente pesquisa tem como objetivo analisar como o uso de Materiais Manipuláveis pode apoiar os alunos da EJA na apropriação de conhecimentos matemáticos. Essa análise está orientada à luz do Construtivismo Social, proposta pelo filósofo e educador matemático inglês Paul Ernest. A partir desse modelo teórico, apresentarei as bases da filosofia falibilista da Matemática, a qual utilizo como suporte para discorrer sobre a importância da Matemática para os sujeitos da EJA, enquanto construção humana e social. Esta concepção apresenta-se em oposição à perspectiva absolutista que versa sobre as certezas, verdades incontestáveis e imutáveis da Matemática. Para atingir o objetivo da pesquisa, foram realizadas intervenções na turma da EJA, na Escola Municipal da Fazenda Coutos, referente ao nono ano do Ensino Fundamental, com a aplicação de tarefas de cunho exploratório mediadas pelo uso de Materiais Manipuláveis na aula de Matemática. Por trabalhar com pessoas e aspectos sociais, a abordagem qualitativa mostrou-se mais favorável para a análise do fenômeno em questão. Para isso, utilizei a metodologia da pesquisa-ação, onde as técnicas indicadas para coleta de informações e análise foram às entrevistas semiestruturada, questionário, observação e intervenção. Os resultados da pesquisa sugerem que a prática pedagógica mediada pelos Materiais Manipuláveis se mostrou favorável em três situações: a possibilidade de uma prática pedagógica problematizadora; a intensificação do diálogo entre os pares alunosprofessor e alunos-alunos e a compressão de objetos matemáticos a partir do uso de Materiais Manipuláveis.

Materiais Manipuláveis; Matemática; EJA; Construtivismo Social; Pesquisa-Ação.

ERNEST, Paul - The Philosophy of Mathematics Education, London: Falmer Press, 1991.

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A presente pesquisa teve como objetivo identificar entraves e possibilidades, a partir do uso de um aplicativo de smartphones, para delinear uma comunidade virtual de prática, nas aulas de Matemática, na Educação de Jovens e Adultos (EJA). O referido trabalho de dissertação teve o aplicativo WhatsApp como interface pedagógica, mediado por estratégias pedagógicas, as quais possibilitaram aos sujeitos da pesquisa, um espaço de socialização e busca de aprendizados vivenciados na disciplina Matemática. Pensando na necessidade de dar visibilidade às vozes dos interlocutores do processo formativo, através da pesquisa-ação, partiu-se do seguinte questionamento: “Aplicativos de troca de mensagens utilizados em dispositivos móveis podem favorecer a instituição de comunidades virtuais de prática nas aulas de Matemática na EJA?” O estudo foi realizado no Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho, localizado no município de Feira de Santana, numa abordagem qualitativa, cuja coleta de dados ocorreu por meio de algumas estratégias fundamentais, como: entrevista semiestruturada, a análise do protocolo das discussões realizadas por meio do aplicativo e o diário de campo. Foi estabelecido um diálogo com os autores que abordam as categorias de análise da temática em questão, entre eles, Freire (1987), Gadotti (2007), Wenger (1991), Thiollent (2011), Fonseca (2005), Matos (2002), e outros. A partir da análise dos resultados foi possível evidenciar as aprendizagens realizadas e algumas perspectivas possíveis, mas nunca inesgotáveis, acerca do estudo da constituição de uma comunidade virtual de prática na EJA, bem como os entraves em torno deste assunto.

Educação de Jovens e Adultos. Educação Matemática. Comunidades de Prática.

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O presente estudo analisa as convergências entre a Etnomatemática, enquanto, subsídio pedagógico e a MRS, enquanto, Metodologia Pedagógica, de Reconhecimento de Saberes, com o propósito de potencializar a identidade negra do (a) estudante da EJA, sujeitos em sua maioria negros e negras. Para tal finalidade, tornou-se substancial apresentar a Etnomatemática e suas contribuições para os jovens e adultos, assim como a MRS e todas as etapas que constituem as fases da metodologia: Reconhecimento, Validação e Certificação. Após conhecermos as concepções epistemológicas e os objetivos de ambas foi possível analisar em que medida a Etnomatemática, campo de conhecimento e estudo, pôde ser aporte da metodologia em questão. E para responder a problemática da pesquisa que busca entender em quais aspectos esta contribuição da Etnomatemática ocorre foi apresentado também o percurso de uma Oficina Temática, haja vista, a possibilidade de explanação das práticas pedagógicas circunscritas no contexto etnomatemático. A oficina ocorreu em dois momentos, o primeiro em 2019, ainda presencial, contemplando umas das frentes do Projeto da Consciência Negra, no lócus da pesquisa, Escola SESI Reitor Miguel Calmon, EJA- Polo Salvador, e o segundo ocorreu no cenário pandêmico e por isso 100% online, 2020, através das ferramentas digitais. Ademais, o presente trabalho corresponde a uma pesquisa de Natureza Aplicada e de Abordagem Qualitativa, tendo seus fundamentos embasados por Ludke e André (1986) e Minayo (2005). Quanto ao método de estudo adotamos a Etnopesquisa Crítica, referendada em Macedo (2000), pois nos centramos num procedimento metodológico que não considera os sujeitos de estudo um produto descartável de valor meramente utilitarista. O método investigativo foi a Pesquisa-ação, a qual subsidiou a proposta de intervenção que tem caráter social e político no âmbito da educação, baseada em Thiollent (2011). E os instrumentos de pesquisa foram os questionários, elaborados com base em GIL (2008), para a coletas de dados os quais forneceram respostas que contribuíram para a construção das etapas seguintes acerca das rodas de conversas. Estas foram embasadas em Creswell (2010), que discute sobre a importância e produtividade das mesmas e para ampliar a discussão nos ancoramos também em Santa Marina e Marinas (1995), que trazem a luz uma reflexão de como dever ser recolhido ou coletado os relatos em geral e principalmente referentes as histórias de vidas.

Educação de Jovens e Adultos. Etnomatemática. Metodologia de Reconhecimento de Saberes.

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Esta pesquisa analisa os mapas conceituais como estratégia de aprendizagem significativa de Matemática no contexto da Educação de Jovens e Adultos – EJA. Tem por objetivo construir uma proposta metodológica que versasse sobre a utilização dos mapas conceituais, considerando o contexto específico da problemática que envolve o ensino de Matemática na EJA. Nesta lógica, os mapas emergem da crítica em relação à tradição de ensino que privilegia a ideia de que ensinar é simplesmente transferir conhecimento. A aprendizagem por mapas é aqui defendida como uma forma do estudante ser capaz de generalizar a aprendizagem em contextos de aplicação relevantes. Desta forma evidencia-se que a aprendizagem na sua dimensão significativa exige a compreensão e apreensão do conteúdo pelo indivíduo. Desta forma, calcada na Teoria da Aprendizagem Significativa, preconizada por David Paul Ausubel, que ocorre quando a nova informação ancora-se em conceitos relevantes (subsunçores) preexistentes na estrutura cognitiva do aprendiz, a pesquisa pretendeu responder à seguinte questão: De que forma os mapas conceituais podem se constituir como estratégia a fim de potencializar a aprendizagem significativa em Matemática na Educação de Jovens e Adultos? O trabalho fundamenta-se na base epistemológica da pesquisa qualitativa em que o sujeito e a realidade formativa são concebidos como indissociáveis. O método em que a pesquisa se desenvolveu é o estudo de caso, tendo os testes de sondagem, a construção de mapas conceituais e o questionário de opinião como dispositivos de recolha de dados, a partir da realização de uma oficina desenvolvida em dez encontros. O estudo evidenciou, dentre outras coisas, que o mapa conceitual possibilita uma apreensão de conteúdos na área de matemática, favorecendo ao estudante a condição de organizar o conteúdo aprendido, de modo a perceber as relações hierárquicas e estruturais de sentidos e conceitos que envolvem um determinado conteúdo em Matemática, no caso em tela deste trabalho, polígonos.

Mapa conceitual; Aprendizagem significativa; Educação de jovens e adultos; Matemática.

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A presente pesquisa se propõe investigar as práticas escolares que colaboram para a mobilização da cultura matemática de estudantes da educação de jovens e adultos (EJA), tendo como objetivo geral: apresentar a Etnomatemática como possível instrumento de mobilização da cultura matemática de estudantes da EJA. Com os objetivos específicos de reconhecer a cultura matemática presente nas práticas sociais dos estudantes da educação de jovens e adultos e seus entrelaces com a cultura matemática escolar; investigar a possibilidade de mobilização da cultura matemática dos estudantes da EJA e elaborar estratégias de ação didática de modo que essa cultura seja mobilizada. O estudo se desenvolve no Colégio Estadual Polivalente de Feira de Santana, envolvendo estudantes da turma do Tempo Formativo II eixo V. A inquietação foi centrada na compreensão da seguinte questão: Como mobilizar a cultura matemática dos estudantes da EJA através da Etnomatemática? Sob a natureza de uma abordagem aplicada de pesquisa numa interpelação qualitativa, que foi definida como o percurso metodológico, de forma a considerar como conexão de possibilidades metodológicas, a Pesquisa Ação como principal caminho para resolução do problema coletivo, onde a relação com os objetivos da investigação ocorre de forma exploratória, instrumentalizada por análise de documentos, observação assistemática, questionários e roda de conversa. Os sustentáculos teóricos aos estudos e compreensões sobre a EJA são advindos das contribuições de Arroyo (2017), Freire (2002), Furter (1983), Gonh (1998), Ludojoski (1972), Paiva (2015). No diálogo sobre Etnomatemática estão consideradas as abordagens de D’Ambrósio (2007), Knijnik (1996, 2006), Ferreira (1997), Reis (2010), Wanderer (2004). Como resultados foram constatados: a cultura matemática escolar versus a cultura da matemática do cotidiano e a importância do entrelaçamento de saberes; a afetividade nas relações professor e aluno; a formação do professor de matemática na perspectiva da educação matemática; o diálogo sobre a importância dos conteúdos da matemática escolar e a compreensão de que a Etnomatemática mobiliza a cultura matemática dos estudantes da EJA, por meio do reconhecimento desta cultura e da possibilidade de domínio de outras culturas matemáticas distintas. Atendendo a exigência de um produto final no mestrado profissional, foi apresentado um documentário que pode ser conferido no endereço eletrônico etnomatematicamobilizandoculturas.blogspot.com.

Educação de Jovens e Adultos. Etnomatemática. Mobilização de Cultura.

FERREIRA, E. S. Etnomatemática: Uma Proposta Metodológica. Rio de Janeiro: Universidade Santa Úrsula (MEM/USU), 1997, 101 p. (Série Reflexão em Educação Matemática).

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MADRIZ, Maria Eunice Souza. A construção de Material Curricular Educativo: mobilização de conhecimentos por professores de matemática da EJA. 2019. 138 páginas. Dissertação (Mestrado) – Departamento de Educação do Campus I, Universidade do Estado da Bahia, Salvador- BA, 2019. Disponível em https://www.mpeja.uneb.br/wp-content/uploads/2022/09/DISSERTACAO-MARIA-EUNICE-SOUZA-MADRIZ-REVISAO-FINAL.pdf.  Acesso 28 Nov 2023.

A construção do conhecimento é algo evolutivo e, portanto, histórico e social, já que a carga dos saberes acumulados pelo tempo não é algo comum a privilegiados, e sim, a todos os indivíduos. Nesta pesquisa, tivemos por objetivo analisar os conhecimentos mobilizados pelos professores de Matemática da Educação de Jovens e Adultos em suas relações com os materiais curriculares educativos que produzem e utilizam. Desenvolvemos a investigação direcionados pela questão: Como são mobilizados os diferentes conhecimentos dos professores de Matemática da Educação de Jovens e Adultos em suas relações com os materiais curriculares educativos que produzem e utilizam? No desígnio de buscar respostas a esse questionamento encontramos na literatura os aportes teóricos de autores como Álvaro Vieira Pinto (1969); Davis e Krajcik (2005); Paulo Freire (1987, 1996); Arroyo (2017); Shulman (1986, 1987); Brown (2002, 2011); Godino (2009); Ball, Thames e Phelps (2008); Macedo (2013, 2016); Thiollent (2000), que nos conduziram nessa investigação. O foco dessa pesquisa é a construção do material curricular educativo e os conhecimentos específicos à profissão docente. Este estudo versa sobre a construção de material curricular educativo: mobilização de conhecimentos por professores de matemática da EJA. O contexto desta investigação foram duas escolas públicas, situadas no Recôncavo Baiano, com dois professores que lecionam matemática na Educação de Jovens e Adultos. Com uma abordagem puramente qualitativa, utilizamos como procedimentos de coleta das informações a observação participante, a entrevista semiestruturada e o diário de campo, que gerou o material curricular educativo através de um trabalho colaborativo e de uma investigação norteada pela pesquisa-ação. A dissertação está organizada em formato multipaper, composta pela: introdução, um artigo sobre a construção do material curricular educativo, um segundo artigo sobre o conhecimento específico do professor e as considerações finais. Esse formato chamou nossa atenção pela inovação do texto acadêmico e pela diversificação dos procedimentos na coleta de informações. Os resultados apontaram que professores mais experientes exploram o material curricular de modo a conseguir instigar seus alunos a refletirem sobre sua realidade com maior propriedade, além disso, constatamos que os professores mobilizam conhecimentos específicos da profissão docente quando interagem com esse tipo de material, sendo possível identificar sua fragilidade e as lacunas existentes em sua formação.

Material Curricular Educativo. Conhecimentos do professor de Matemática. Educação de Jovens e Adultos.

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A Matemática está presente em toda prática humana e por isso entende-se a importância em se abordar conhecimentos matemáticos integrados ao contexto social, cultural e de trabalho dos indivíduos, na perspectiva de instrumentalizar para as exigências da sociedade da informação e tecnológica. A presente pesquisa intencionou desenvolver uma análise das relações existentes entre os pressupostos freirianos e a Modelagem Matemática na EJA. Nesse sentido, os pressupostos freirianos rompem com a tradição de um ensino que valoriza a transmissão do conhecimento como algo pronto, cabendo ao(a) estudante apenas arquivar o que ouviu e memorizar mecanicamente. O ambiente de aprendizagem com a Modelagem Matemática é aqui defendido por fundamentar-se no pensamento pedagógico de Freire e buscar desenvolver aprendizagem Matemática, a partir de situações do cotidiano, de forma dialogada e crítica. Dessa forma, a investigação foi norteada pelo problema de pesquisa: Quais as relações existentes entre os pressupostos freirianos e a Modelagem Matemática na EJA? Para tanto, buscamos o aprofundamento teórico com Fonseca (2012), na categoria Educação Matemática na Educação de Jovens e Adultos; para a Educação Matemática Crítica, fundamentamo-nos em Skovsmose (2005, 2007); na categoria pressupostos freirianos em Freire (2002, 2016, 2018); e na categoria Modelagem Matemática em Barbosa (2003, 2006, 2008), Burak e Aragão (2012). A pesquisa buscou analisar como estudantes da EJA mobilizam as ideias matemáticas que emergem da participação em um ambiente de aprendizagem com Modelagem Matemática. Para realizar esta análise, o método de pesquisa empreendido foi o estudo de caso de estudantes da turma EJA II Estágio IV, do Centro Educacional Cruzalmense – Cruz das Almas – BA, através da aplicação de questionário, observação participante e o diário de bordo como dispositivo para o registro das informações observadas e dos dados construídos. Esta experiência deu-se em 7 (sete) encontros de 2h/aulas cada um, gerando como produto uma sequência didática. O estudo revelou, dentre outras questões, que os pressupostos freirianos embasam as etapas de desenvolvimento da Modelagem Matemática, o que despertou interesse, curiosidade, criatividade e criticidade nos(as) estudantes envolvidos, por proporcionarem espaços de construções dialogadas e de interação sobre as temáticas significativas, demonstrando através de suas falas e envolvimento, a capacidade de utilizar estratégias para resolução das problematizações no encontro com a Matemática Sociocrítica: problematizadora e cidadã.

Educação de Jovens e Adultos; Modelagem Matemática; Pressupostos Freirianos; Matemática Sociocrítica.

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_______________. (2005). Guetorização e globalização: um desafio para a Educação Matemática. Trad. Jefferson Biajone. Zetetike – Cenpem – FE Unicamp, v. 13, nº 24, jul/dez.

 

SANTOS, Deyse Queirós. Educação Financeira de Jovens e Adultos: Uma proposta de intervenção a partir Base Nacional Comum Curricular 2019, pg.124. Faculdade de Educação Universidade do Estado da Bahia. DEDC I. Dissertação (Mestrado) do Programa de Mestrado Profissional em Educação de Jovens e Adultos MPEJA. Disponível em https://www.cdi.uneb.br/site/wp-content/uploads/2022/06/EDUCACAO-FINANCEIRA-DE-JOVENS-E-ADULTOS.pdf.  Acesso 28 Nov 2023.

Esta pesquisa tem como finalidade demonstrar como a Matemática pode servir como ferramenta para a promoção da Educação Financeira nas escolas. A utilização da Educação financeira como metodologia já é utilizada pelas nações desenvolvidas para provocar os indivíduos e desenvolver as sociedades, tendo como objetivo melhorar o seu entendimento na compreensão dos conceitos de produtos financeiros. O objetivo desta investigação é descrever e analisar como a Matemática Financeira, trabalhada nas aulas de Matemática da Educação de Jovens e Adultos (EJA), pode influenciar a tomada de decisão financeira, ratificando a importância da utilização de metodologias mais apropriadas para as aulas de Educação Financeira aos alunos da EJA, e responder à seguinte indagação: Como as aulas de Matemática podem viabilizar a abordagem do tema transversal Educação Financeira na Educação de Jovens e Adultos em uma turma de uma escola pública da rede estadual de ensino da Bahia. O tipo de pesquisa de campo desta pesquisa qualitativa foi delineada pela Pesquisa-ação, realizada com o corpo de gestores, docentes e discentes de uma turma da EJA do Colégio São Vicente de Paulo, no interior do estado da Bahia. Teve como suporte teórico autores como: Arroyo (1996, 2004), Barros (2011), Freire (1996, 2014), Gadotti (2011, 2014), Haddad e Di Pierro (2000), Paiva (1984, 1987), Skovsmose (2000, 2007); D’Ambrósio (1999, 2004), Duarte (2009), Fonseca ( 2012), Bauman (2007), Cerbasi (2015) e Gitmann (2008), Thiollent (2011), dentre outros que retratam os temas abordados neste estudo. Os dados e informações que foram avaliados pela Análise Qualitativa das informações indicaram que a modalidade carece de metodologias mais apropriadas sobre Educação Financeira e que pode compor a parte diversificada da Base Nacional Comum Curricular, fortalecendo o letramento financeiro deste público invisibilizado pela proposta atual.

Letramento Financeiro. Currículo Escolar. Educação de Jovens e Adultos. Sequência Didática.

MIGUEL, A. et al . A educação matemática: breve histórico, ações implementadas e questões sobre sua disciplinarização. Rev. Bras. Educ., Rio de Janeiro , n. 27, p. 70-93, Dec. 2004 . Available from . access on 17 Oct. 2019.

SKOVMOSE. O. Preocupações de uma educação matemática crítica. In: FÁVERO, M. H.; CUNHA, C. (Org.). Psicologia do Conhecimento: o diálogo entre as ciências e a cidadania. Brasília: UNESCO, Universidade de Brasília, Liber Livros Editora, 2009. p. 101-114.

SOARES, Magda Becker. Letrar é mais que alfabetizar. Disponível em:http://intervox.nce.ufrj.br/ ~edpaes/Magda.html, acesso em 18 de setembro de 2019.

VIEIRA, E; VOLQUIND, L. Oficinas de Ensino: o quê, por quê? Como? 4ª ed. Porto Alegre: Edipucrs, 2002.

 

Andreia Ramos Santos. Educação Matemática Crítica em espaços de Privação de Liberdade e os Saberes Da Prática Educativa Crítica na Educação de Jovens e Adultos, 2021. Dissertação (Mestrado em Mestrado Profissional em Educação de Jovens e Adultos MPEJA. Disponível em https://www.mpeja.uneb.br/wp-content/uploads/2023/03/ANDREIA-RAMOS-DISSERTACAO.pdf. Acesso 28 Nov 2023.

A educação de adolescentes, jovens e adultos, em privação de liberdade, constitui-se como um dos eixos invisibilizados dessa modalidade de ensino já pouco considerada nas políticas públicas educacionais. Desenvolver investigações acadêmicas acerca dessa temática é urgente e necessário, visto que há maiores necessidades de produções nessa área, fato que nos conduziu à aceitação da empreitada que nos levou à pesquisa intitulada: Educação matemática crítica em espaços de privação de liberdade e os saberes da prática educativa crítica na educação de jovens e adultos, na escola Municipal Yves de Roussan. O objetivo principal da pesquisa é analisar saberes matemáticos construídos e ressignificados dos estudantes privados de liberdade a partir dos processos reflexivos da educação matemática crítica dos sujeitos da EJA em privação de liberdade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, cuja pesquisa intervenção propositiva. Que contou com a participação de três professoras que atuam na EJA em espaço de privação de liberdade. Como instrumento de coleta e produção de dados também foi utilizada a carta pedagógica aos professores. Como fundamentação teórica recorremos a estudos de autores que discutem a Educação de Jovens e Adultos, tais como: Freire (2002), Paiva (1987) e Arroyo (2005), e Celso Beisegel (1974). Acerca da formação de professores, recorremos a Laffin (2013) Tardif (2002), Gatti et al. (2010) e Gatti, Barretto e André (2011), para tratar sobre os adolescentes, jovens e adultos privados de liberdade buscamos o diálogo com os autores Rainieri (2014), Fernandes (2017), Costa e Figueiredo (2018) nos estudos sobre a educação matemática critica buscamos da fonte de Skovsmose (2014), Garcia (2009), Alves (2016) entre outros. Ressalta-se que com a Pandemia do novo coronavírus (COVID-19) os achados da pesquisa ficaram limitados e impediu a aplicação da proposta de intervenção resultando em propor aos educadores o produto educacional uma sequência didática no ensino da matemática com o objetivo de desenvolver uma prática pedagógica voltada para o contexto da Educação de Jovens e Adultos no socioeducativo.

Educação de Jovens e Adultos. Privação de liberdade. Educação matemática crítica.

D’AMBRÓSIO, U. Educação Crítica: Incerteza, Matemática, Responsabilidade. 29 ed. São Paulo: Cortez, 2007.

DAMIANI, Magda Floriana et al. Discutindo pesquisas do tipo intervenção pedagógica. Cadernos de educação, n. 45, p. 57-67, 2013.

SKOVSMOSE, O. Educação crítica: incerteza, matemática, responsabilidade. São Paulo: Cortez, 2007.

SKOVSMOSE, O. Educação matemática crítica: a questão da democracia. Campinas, SP: Papirus, 2014.

SOUSA, I. V. de. Sequências didáticas no ensino de língua portuguesa: relação entre gramática e gêneros textuais. Cadil, Porto Alegre, n. 55, p. 129-147, dez. 2017. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/cadernosdoil/issue/view/3395. Acesso em: 29 nov. 2020.

URPIA, Maria Emilia de Castro. CONVERGÊNCIAS ENTRE A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E A INSUBORDINAÇÃO CRIATIVA NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA. 2022. 93 páginas. Dissertação (Mestrado) – Departamento de Educação do Campus I, Universidade do Estado da Bahia, Salvador- BA, 2022. Disponível em https://www.cdi.uneb.br/site/wp-content/uploads/2023/02/Emilia-DISSERTACAO.pdf. Acesso 28 Nov 2023.

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um espaço de tensionamentos e superações. Nesse contexto faz-se necessário nessa modalidade romper com alguns paradigmas para que a formação dos estudantes seja efetivamente crítica. Nesta pesquisa, teve-se por objetivo compreender as ações insubordinadas criativas de educadores da Educação de Jovens e Adultos e suas aproximações com o desenvolvimento da formação crítica desses sujeitos. Desenvolveu-se a investigação direcionada pela questão: A insubordinação criativa pode contribuir para uma educação de jovens e adultos mais crítica? No desígnio de buscar respostas a esse questionamento encontrou-se na literatura os aportes teóricos de autores como Álvaro Vieira Pinto (1969); Paulo Freire (1987, 1996); Miguel Arroyo (2017); Ubiratam D’Ambrosio (1990; 2005), Beatriz D’Ambrósio (2014; 2015) e Ole Skovsmove (2001), dentre outros, que auxiliaram na condução dessa investigação. O foco da pesquisa é a construção de uma memória da EJA por meio de narrativas de memórias da pesquisadora, dentro de uma perspectiva insubordinada e criativa, na (inter) ação com educadores e educandos da EJA. Essas memórias foram produzidas em uma escola pública, situada na periferia de Salvador. As análises das memórias apontaram que professores que rompem com uma visão fatalista da EJA, acreditando na (co) produção desses educandos, e trilhando por uma postura insubordinada criativa, acabam potencializando a criticidade desses educandos, que passam a se perceber integrantes de uma educação mais consciente.

Insubordinação Criativa. Educação de Jovens e Adultos. Educação Matemática. Educação Crítica.

D'AMBROSIO, Beatriz Silva; LOPES, Celi Espasandin. Insubordinação Criativa: um convite à reinvenção do educador matemático. BOLEMA: Boletim de Educação Matemática, v. 29, p. 1-17, 2015.

LOPES, Celi Espasandin; PERES, Gilmer Jacinto; GRANDO, Regina Célia. Os percursos da Insubordinação Criativa nas pesquisas socializadas no ICOCIME. Revista de Ensino de Ciências e Matemática, v. 8, n. 4, 2017.

SILVEIRA, Tiago Cardoso; LOPES, Celi Espasandin. Os caminhos da Insubordinação Criativa: um breve debate teórico. Research, Society and Development, v. 10, n. 16, p. e398101623908-e398101623908, 2021.

ZANLORENZI, Marcos Aurelio. Relações de Poder e Educação Matemática: do poder disciplinar à possibilidade de resistências Perspectivas da Educação Matemática – INMA/UFMS – v. 10, n. 22 – Seção Temática – Ano 2017.

 







domingo, 5 de novembro de 2023

Currículo de Matemática na EJA

 


CURRÍCULOS DE MATEMÁTICA E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: REFLEXÕES À LUZ DAS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EJA

Francisco Josimar Ricardo Xavier

Pryscilla Teixeira Duarte Cardoso

Adriano Vargas Freitas

Resumo:

A proposta central deste artigo é a de refletir sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para a modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), e sua influência sobre políticas públicas e implementações de currículo, focando a área da Matemática. Para isso, perfazemos um breve percurso de como as DCN e outros importantes documentos curriculares têm encaminhado o ensino na EJA. Como resultado, destacamos a existência de um afastamento da discussão sobre o ensino de Matemática na EJA em cursos de licenciaturas, e uma tentativa de apagamento do sentido de modalidade e das ideias pedagógicas voltada aos jovens, adultos e idosos, no texto da atual Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Concluímos enfatizando haver movimentos de perdas e ganhos no campo da educação voltada para estes estudantes, e que precisamos lutar por uma educação que seja entendida para além de uma política de garantia de direitos.

Palavras-chave: Diretrizes Curriculares Nacionais, Base Nacional Comum Curricular, Educação de Jovens e Adultos, Currículos, Matemática.

Disponível em https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/e-mosaicos/article/view/57322


Leituras complementares:

MENDES, Haiani Larissa de Souza; SANTOS, Maria José Costa dos; MATOS, Fernanda Cíntia Costa. O desenvolvimento curricular de matemática na Educação de Jovens e Adultos (EJA): avanços e retrocessos. 2019. Disponível em https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/48255/1/2https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/48255/1/2019_capliv_hlsmendesmjcsantos.pdf019_capliv_hlsmendesmjcsantos.pdf


Educação para jovens e adultos: ensino fundamental: proposta curricular - 1º segmento / coordenação e texto final (de) Vera Maria Masagão Ribeiro; — São Paulo: Ação Educativa; Brasília: MEC, 2001. Disponível em http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/eja/propostacurricular/primeirosegmento/propostacurricular.pdf


Proposta Curricular para a educação de jovens e adultos : segundo segmento do ensino fundamental: 5a a 8a série : introdução / Secretaria de Educação Fundamental, 2002. Disponível em http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/eja/propostacurricular/segundosegmento/vol3_matematica.pdf 


Secretaria da Educação do Estado da Bahia Política de EJA da Rede Estadual, 2009. Disponível em https://fep.if.usp.br/~profis/arquivo/docs_curriculares/BA/Bahia_Politica_de_EJA_da_Rede_Estadual.pdf

Pesquisas desenvolvidas no MPEJA versando sobre a Educação Matemática de Jovens e Adultos

  Referência Resumo Palavras-chave: Fundamentos teóricos principais SANTOS, Viviane Mend...